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Saci de estimação

Quem nunca sonhou em pegar um saci? Só quem não conhece o coisa-ruim. Afinal, ele sabe todos os segredos da mata, todos os mistérios da natureza. Pois o moleque Dico, encapetado como ele só, fez que fez até conseguir prender um saci. O que aconteceu depois? É o que você vai descobrir lendo o livro Receita para Pegar Saci, de Anna Cláudia Ramos e Gabriel Campelo.

Lição de saci

Certo dia, Dico descobre uma maneira infalível de capturar um saci. Empolga-se tanto com a ideia que nem pensa nas consequências de ter uma criatura malvada dessas em casa. Só consegue imaginar as deslumbrantes aventuras que o aguardam em tão ilustre companhia. Depois de capturado, o saci não tem outra escolha a não ser ensinar algumas pequenas lições para nosso herói. Lições que Dico certamente jamais esquecerá.

Inquérito pouco comum

De todos os personagens do nosso folclore, o saci é o que mais encanta crianças e adultos. O fascínio pelo moleque de uma perna só, que nunca larga o gorro vermelho e o cachimbinho, é tanto que em 1918 o escritor Monteiro Lobato – o mesmo que escreveu as aventuras da boneca Emília no Sítio do Picapau Amarelo – organizou um inquérito no jornal O Estado de S. Paulo sobre o saci: pediu aos leitores que contassem tudo o que sabiam sobre esse personagem. Choveram cartas não só de São Paulo, mas também de Minas Gerais e do Rio de Janeiro. As pessoas contavam os mais variados casos: alguns diziam que o saci tinha o tamanho de um menino de 11 anos, outros afirmavam que o negrinho era banguela. Havia até quem tinha visto o saci com rabo, barba de bode e unhas de tamanduá. Uma loucura só!


Receita para Pegar Saci, de Anna Cláudia Ramos e Gabriel Campelo. Ilustrações de Marcelo Pimentel. Editora Ao Livro Técnico. R$ 9,80.