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ALAGOAS
O estado em resumo
Sigla: AL.
Habitante: alagoano.
População (2010): 3.120.922 habitantes.
Densidade demográfica (2010): 112,4 hab./km².
População urbana (2010): 2.298.091 habitantes (73,63%).
Numero de eleitores (2011): 2.030.723.
Localização: Leste da Região Nordeste. Faz fronteira ao Norte com Pernambuco, a Oeste com a Bahia, ao Sul com Sergipe e a Leste com o Oceano Atlântico.
Área: 27.779,343 km².
Relevo: terrenos arenosos no litoral, planícies inundáveis e planaltos com poucas serras
e picos no Centro-Oeste.
Rios principais: São Francisco, Mundaú, Motoxó, Ipanema e Paraíba do Meio.
Numero de municípios: 102.
Governador: Teotonio Vilela Filho (PSDB), eleito em 2006 e reeleito em 2010.
Capital: Maceió.
Habitante da capital: maceioense.
Data de fundação de Maceió: 16 de setembro de 1815.
Cidades principais: Maceió (932.608 hab.), Arapiraca (214.067 hab.), Palmeira dos Índios (70.434 hab.), Rio Largo (68.512 hab.) e União dos Palmares (62.401 hab.).
IDH (2005): 0,677.
Renda per capita (2004): 3.877 reais.
PIB per capita (2008): 6.227 reais.
Analfabetismo (2010): 24,6%.
Analfabetismo funcional (2010): 36,5%.
Mortalidade infantil (2009): 46,4 a cada mil nascidos vivos.
Médicos (2009): 10,9 a cada 10 mil habitantes.
Extensão da telefonia: fixa: 305,5 mil; móvel: 2,5 milhões.
Participação no PIB nacional (2008): 0,6%.
Distribuição do PIB estadual (2008): agropecuária (7,9%); indústria (23,2%); serviços (68,9%).
Mapa
Fachada da casa onde nasceu Marechal Deodoro, no município alagoano que leva seu nome

Situado na Região Nordeste do Brasil, o estado de Alagoas é conhecido por suas belezas naturais. Ao longo de seus 230 km de costa, o estado ostenta praias de grande prestígio, como Maragogi, Costa Brava e Gunga, que alavancam uma das mais importantes fontes de receita econômica do estado: o turismo.

Porém, Alagoas também possui características menos atraentes, como a maior taxa de mortalidade infantil do país, 46,4% (IBGE, 2009), e é a unidade da federação com a pior taxa de analfabetismo: 24,6% de analfabetos e 36,5% de analfabetos funcionais (IBGE, 2009).

Berço de personagens polêmicos, é terra natal de Domingos Fernandes Calabar, que entrou para a história depois de ajudar, em 1631, os holandeses a invadir Alagoas e por isso ganhou fama de traidor da pátria. A peça Calabar – O Elogio da Traição, de Chico Buarque de Hollanda, retrata o episódio.

Outros alagoanos tornaram-se os dois primeiros presidentes do período republicano: o Marechal Deodoro da Fonseca (1889) e seu sucessor, Marechal Floriano Peixoto (1891 - 1894), que é descrito na obra O Triste Fim de Policarpo Quaresma, de Lima Barreto. Fernando Collor de Mello, carioca de nascimento, mas de tradicional família alagoana, iniciou a carreira política no estado. Primeiro presidente eleito pelo voto direto depois do golpe de 1964, Collor levou o país a uma das maiores crises político-econômicas desde a Proclamação da República até ser afastado por impeachment, em setembro de 1992.

Na culinária, Alagoas tem cores e perfumes exóticos que trouxe do fundo do mar: pescados e frutos do mar são a base do cardápio regional, cujo carro-chefe é o sururu, espécie de marisco que constitui um dos pratos alagoanos mais tradicionais.

Alagoas divide-se em 102 municípios. Maceió (932.608 habitantes), Arapiraca (214.067 habitantes) e Palmeiras dos Índios (70.434 habitantes) são os mais populosos, segundo dados do Censo de 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O estado ocupa 27.779,343 km² e participa com apenas 0,6% no Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil.

Praia do Gunga em Alagoas: belezas naturais são a grande atração turística do estado

GEOGRAFIA

Relevo. Ao Norte, Alagoas faz divisa com Pernambuco; ao Sul, com Sergipe; a Oeste, com a Bahia, e a Leste, o Oceano Atlântico modela toda a costa do estado.

O Centro-Oeste alagoano é formado pelo Planalto da Borborema. Lagunas e tabuleiros arenosos aparecem na faixa litorânea. Na região do Baixo São Francisco, na estreita faixa que corre em paralelo à costa e é limitada pelo Planalto da Borborema, encontram-se planícies inundáveis. Entre os estados de Alagoas e Bahia estão a cachoeira e a hidrelétrica de Paulo Afonso.

Vegetação. Restingas e mangues são predominantes na faixa litorânea. Na região central, estende-se a cobertura vegetal rala do Agreste. A Caatinga aparece no extremo Oeste, na Região do Sertão Semiárido. Os principais rios são o São Francisco, o Mundaú, o Moxotó e o Paraíba do Meio.

O clima, entre Tropical Atlântico (Leste) e Semiárido (Oeste), é caracterizado por temperaturas elevadas, que giram em torno de 24°C. Os índices pluviométricos correspondentes são, respectivamente, de cerca de 1.400 mm e menos de 1.000 mm.

Trecho do rio São Francisco, próximo à cidade de Penedo, no extremo Sul do estado de Alagoas

HISTÓRIA

Viajando a serviço de Portugal, o navegador italiano Américo Vespúcio tornou-se o primeiro explorador do litoral do estado de Alagoas, em 1501.

Quase meio século depois, o bispo Dom Pero Fernandes Sardinha naufragou na costa alagoana (1556) e teve um triste fim nas mãos dos índios caetés, que o devoraram. A Coroa portuguesa reagiu com extrema violência em 1560, enviando Jerônimo de Albuquerque para dizimar as tribos indígenas.

Entre os séc. XVI e XVII, piratas estrangeiros invadiram a costa, atraídos pelo pau-brasil. Em 1631, a região foi novamente acossada pelos holandeses, que contaram com a ajuda de Domingos Fernandes Calabar.

A partir do fim do séc. XVI, Alagoas e Pernambuco sediaram o mais importante centro de resistência dos escravos negros, o Quilombo dos Palmares, destruído em 1694 por Domingos Jorge Velho.

Alagoas fez parte da capitania de Pernambuco durante quase todo o período colonial. Em represália à Revolta Pernambucana, o governo central decretou sua autonomia em 1817. Em 1822, com a Independência do Brasil, tornou-se província. Tinha, então, 91.000 habitantes.

Em 1839, Maceió foi declarada a nova capital (até então, a sede do governo era a cidade de Alagoas, hoje Marechal Deodoro). Em todo o estado, as lutas entre coronéis – chefes de famílias detentoras de latifúndios – já eram acirradas nessa época, apesar de o estado atravessar uma fase de grande desenvolvimento regional, que culminou com a criação da Vila de Palmeiras dos Índios, entre outras.

O período republicano não alterou a estrutura socioeconômica alagoana, apoiada na agricultura canavieira (Zona da Mata) e algodoeira (Agreste) e numa sociedade à mercê do coronelismo e do clientelismo dos grandes latifundiários e chefes de oligarquias locais. No pós-Revolução de 1930 e até 1945, Alagoas foi governado por interventores federais. Algumas melhorias foram registradas na Educação – beneficiada com a criação das faculdades que integram a Universidade Federal de Alagoas – e na infraestrutura regional, com a abertura do porto de Maceió, também construído nessa época. A partir dos anos de 1960, a economia ganhou novo alento com os programas da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) para a exploração do sal-gema, além dos investimentos da Petrobras para prospecção de petróleo.

ECONOMIA

Além da cana-de-açúcar, da qual é o maior produtor do Nordeste (28 milhões de toneladas em 2001) e das lavouras de fumo, algodão, mandioca, coco, milho, abacaxi, feijão e arroz, a estrutura produtiva de Alagoas é baseada predominantemente em atividades terciárias, destacando-se o turismo, que participa com cerca de 6% do PIB estadual.

O estado possui jazidas de petróleo, gás natural e sal-gema. O principal ramo industrial é o de processamento de álcool e de alimentos, com destaque para a produção de açúcar. A indústria de cimento também tem participação importante.