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HIERÓGLIFO

Tipo de escrita pictográfica. A palavra geralmente se refere à antiga escrita do Egito, mas também designa a escrita dos astecas e de outros grupos indígenas americanos primitivos. A palavra grega hieróglifo significa entalhe sagrado ou sacerdotal. Os gregos acreditavam que apenas os sacerdotes egípcios compreendiam e valiam-se desse sistema de escrita. Essa crença permaneceu até o séc. XIX, quando esse tipo de escrita foi decifrado.

Templo de Edfu, no Egito. Paredes com hieróglifos, tipo de escrita antiga desenhada.

Desenvolvimento da Escrita Hieroglífica. A escrita hieroglífica no Egito surgiu por volta de 3000 a.C. Os egípcios usavam figuras denominadas pictogramas ou ideogramas para transmitir suas ideias. Se quisessem transmitir a ideia de um homem, desenhavam a figura correspondente. Mais tarde, as figuras indicavam palavras ou sílabas pronunciadas da mesma maneira que o objeto desenhado, mas podiam ter um significado diferente. Esse sistema se denominou silábico. O terceiro estágio da escrita hieroglífica consistiu em um sistema de símbolos que representavam os sons da língua.

À medida que o conhecimento da escrita se ampliava, os egípcios passaram a registrar seus textos em papiro, e não apenas em pedras e tábuas.

Escritas Hieráticas e Demóticas. Os egípcios descobriram que a forma de escrever sobre a pedra não era adequada à escrita sobre papiro. Como os guarda-livros e os redatores de cartas não tinham tempo para desenhar símbolos complicados, criaram uma nova forma hieroglífica de escrita cursiva, a escrita hierática. Mais tarde, eles modificaram novamente a escrita, adotando uma forma mais simples e mais rápida, chamada demótica.

A Decifração da Escrita Hieroglífica. Essa escrita foi abandonada por volta de 500 d.C. Para os povos que surgiram depois, os registros hieroglíficos não representavam uma forma de escrita, mas um código secreto utilizado pelos sacerdotes egípcios.

Em 1799, alguns soldados de Napoleão encontraram uma tabuinha de pedra perto de Roseta, na embocadura do Nilo. Deram a essa tabuinha o nome de Pedra de Roseta. Nessa pedra havia a mesma informação, em três línguas: hieroglífica egípcia, egípcio demótico e em grego. Graças ao conhecimento do grego, o documento foi decifrado. A pedra continha um decreto sacerdotal em honra do rei Ptolomeu V e o ano exato em que havia sido escrito (196 a.C.). Vários cientistas trabalharam para traduzir os escritos egípcios valendo-se de métodos similares aos da moderna criptografia. Na inscrição grega, encontraram o nome Ptolomeu. Descobriram a forma hieroglífica desse nome e os sons de alguns dos símbolos.

Em 1822, o francês François Champollion interpretou todo o texto hieroglífico. A partir daí, linguistas puderam ler a escrita hieroglífica egípcia e ajudar a esclarecer a história dessa antiga civilização.