Quais as vantagens e desvantagens da reprodução assexuada?
A reprodução assexuada se dá com a participação de apenas um indivíduo, sem que ocorra recombinação genética, e os descendentes produzidos são todos geneticamente idênticos. Este tipo de reprodução é comum em plantas e em animais invertebrados. Nas plantas a reprodução assexuada pode ser chamada de reprodução vegetativa e consiste na fragmentação do progenitor em partes, havendo regeneração de cada uma das partes para dar origem a novas plantas. As formas de reprodução vegetativa nas plantas são muitas e variadas. Algumas plantas se reproduzem por meio de estolhos ou estolões (caules delgados longos que crescem ao longo da superfície do solo). No morango cultivado, por exemplo, cada nó do estolho pode originar folhas, flores e raízes. Os tipos de caule chamados rizomas também são importantes, particularmente nas gramíneas. Eles invadem áreas próximas à planta-mãe e cada nó dá origem a um novo caule, que floresce. Bulbos e tubérculos podem servir para a reprodução. A partir dos “olhos“ da batatinha, originam-se novas plantas. As raízes de algumas plantas produzem brotos que dão origem a novas plantas (cereja, amora). Bananas cultivadas não produzem sementes e se propagam por brotos que se desenvolvem de gemas dos caules subterrâneos. As folhas também podem ter a função de propagação vegetativa em algumas espécies como o calâncoe e a violeta. Existe ainda a apomixia, onde os embriões de sementes podem ser produzidos assexuadamente a partir da planta-mãe (cítricos). As vantagens para a planta estão relacionadas à produção de um grande número de plantas, em condições favoráveis, quer na natureza quer em laboratório, o que permite aumentar a produtividade na agricultura. A grande desvantagem é a redução da diversidade genética, que implica em que qualquer adversidade capaz de afetar um indivíduo acabará afetando a todos, já que são idênticos. Nos invertebrados, a reprodução assexuada ocorre principalmente nos protozoários (organismos eucarióticos unicelulares) e nos metazoários (organismos eucarióticos pluricelulares) mais simples. Nos protozoários, este tipo de reprodução consiste essencialmente na bipartição ou na divisão múltipla da célula, dando origem a dois ou mais indivíduos. Nos metazoários pode ocorrer: por gemiparidade (formação de gomos a partir de um indivíduo para dar origem a novos animais); por fissão (separação de um indivíduo em dois ou mais indivíduos iguais); e por fragmentação acompanhada de regeneração. No último caso, existem animais em que qualquer parte do corpo pode dar origem a novos seres, e em outros só algumas partes têm a capacidade de regenerar um novo ser. Neste caso, as vantagens são as de que se trata de um processo rápido, poupando também a energia que seria gasta na produção de gametas ou na fertilização e o fato de tratar-se de um processo eficiente para produzir novos indivíduos, quando estes são geneticamente adaptados a um determinado ambiente. A desvantagem, como nas plantas, é a da diminuição da variabilidade nas populações.