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Sertão e caatinga: seca e fome
A seca no sertão nordestino é um grave problema nacional. Mas a situação nem sempre foi assim. Nos três primeiros séculos da História do Brasil, o Nordeste era o centro da produção açucareira e a região mais rica e povoada do imenso território. A partir do final do século XIX, sua economia estagnou-se. A seca inscreve-se nesse quadro. Embora sempre tenha afetado o sertão, esse fenômeno natural foi agravado pelo tipo de ocupação ali predominante, que acentuou a devastação da natureza. A falta de políticas públicas específicas para a região, desde os tempos do Brasil Colônia, tem aprofundado o problema. Acompanhe alguns fatos: no Nordeste, os salários são mais baixos do que no restante do país, a renda e a riqueza concentram-se nas mãos de poucos, a subnutrição atinge altos níveis e, periodicamente, milhares de pessoas deixam a região fugindo das secas. Em 1920, viviam no Nordeste 37,7% dos brasileiros; em 1991, esse número caiu para 28,9%, apesar de a taxa de natalidade ser maior ali do que no restante do país. Milhares de pessoas migraram em busca de melhor qualidade de vida.


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