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Rebeliões de norte a sul do Brasil
Com a Proclamação da República, em 1889, as antigas oligarquias, que havia anos dominavam o país, fortaleceram-se ainda mais, manipulando as instituições políticas e as próprias eleições. A população pobre continuou excluída do poder, submetida aos mandos e desmandos dos coronéis. Ao mesmo tempo, o Brasil tentava desenvolver uma industrialização própria, mas, por estar atrelado quase que exclusivamente à economia agrícola, não tinha condições nem para promover o desenvolvimento urbano, nem para treinar os operários. Tais contradições desencadearam graves conflitos sociais, pois, enquanto as elites enriqueciam em ritmo acelerado, os pobres viam-se cada vez mais na miséria. Esse panorama contribuiu para o surgimento de revoltas em várias regiões do Brasil. Algumas delas, como as de Canudos e do Contestado, tiveram caráter religioso. Outras, como as rebeliões tenentistas, tinham, de fato, o objetivo de derrubar o governo. Em comum, demonstravam o descontentamento do povo com as atitudes da elite econômica e política do país na primeira etapa republicana (1889 a 1930).


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