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Revoltas que terminaram em massacre
As chamadas guerras messiânicas de Canudos, no Nordeste, e do Contestado, no Sul, refletiram o abandono da população pobre dessas regiões. Os líderes religiosos dos dois movimentos defendiam a volta da Monarquia, mas isso era muito mais consequência do conservadorismo de ambos do que uma defesa real dessa forma de governo. Para eles, nos tempos monárquicos, a vida era menos miserável. Afinal, com a Proclamação da República (1889), os coronéis tornaram-se mais autoritários e violentos na busca de votos, e as disputas pela terra acirraram-se por causa da transferência da administração para o âmbito dos Estados. Sofrendo a incompreensão das elites políticas e intelectuais da época, os moradores de Canudos e do Contestado foram acusados de retrógrados e fanáticos, mas, na verdade, buscavam uma vida justa, assentada em muito trabalho em sua terra. Em ambos os casos, o final foi o mesmo: acionadas pelo governo, as tropas do Exército provocaram dois dos maiores massacres da História do Brasil, matando, ao todo, cerca de 50 mil pessoas.


   Nesta matéria
A vida no sertão nordestino
O arraial de Canudos
A Guerra do Contestado (1912 a 1916)
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