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As relações de trabalho no Brasil
O mito do brasileiro preguiçoso esconde a história de milhões de pessoas que, ao longo de quase cinco séculos, passaram a vida na luta cotidiana pela sobrevivência. É compreensível que os colonizadores portugueses, vindos de uma sociedade em que a elite nobre não trabalhava, organizassem a Colônia de tal forma que as tarefas pesadas ficassem sempre nas mãos de outros. Isso foi feito de maneira violenta, com a escravização de índios e negros africanos nas lavouras e nas minas de ouro do Brasil. Após a Abolição da Escravatura, em 13 de maio de 1888, o desprezo pelo trabalho criou uma diferença social entre elites e trabalhadores. Os assalariados do campo e das cidades tiveram de lutar muito para conquistar direitos mínimos. No século XX, a economia mais complexa ampliou o quadro de trabalhadores, com a incorporação de um funcionalismo público numeroso e a multiplicação de profissionais liberais e empresários que gerenciam os próprios negócios. A apregoada indolência do brasileiro é um pretexto e uma justificativa cruel para quem não quer reconhecer que o trabalho sempre foi desvalorizado no país.


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